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Entrevista com a autora Graci Rocha

A literatura nacional vem crescendo diariamente. Escritores de todos os cantos do Brasil, com idades e costumes diversificados, unem-se em um cenário repleto de magia e histórias emocionantes. A autora Graci é a representação desse quadro. E é ela a nossa primeira entrevistada. Conheça agora sua história e suas histórias.

Graci, se você estivesse em um elevador e tivesse que se apresentar à alguém no tempo em que sobem de andar. Como faria?

R: Primeiro obrigada pelo convite, é um prazer enorme participar da entrevista. Agora vamos lá. Se eu estivesse em um elevador e tivesse que me apresentar acho que eu diria mais ou menos isso: Oi! Meu nome é Graci Rocha e sou escritora e leitora crítica. E aí, o que você gosta de ler? (não estou bem certa, ia depender muito da pessoa, se ela estivesse receptiva ou não – risos).

Todo escritor carrega um pouco de si em seus livros. Quanto de você há em suas histórias?

R: Cada um dos meus livros carrega tudo de mim, meu suor, meu coração, meu trabalho duro, minha paixão pela escrita, minha vontade de levar as palavras ao mundo. Cada personagem tem um pouco de mim também, um pouco do que eu sinto em relação ao mundo e como eu encaro as coisas. Não, eu não tenho poderes mágicos, mas tem dias que eu sinto que seria capaz de ir ao inferno e voltar por um sonho, então, até a Cass tem um pouco da minha essência.

Você tem facilidade em escrever em qualquer ambiente ou precisa esperar os vizinhos pararem de dar marteladas, os carros diminuírem as buzinas, para criar suas histórias?

R: Isso é uma coisa muito relativa ao momento em que estou, a fase ou como estou me sentindo no dia. Tem dias que preciso de silêncio absoluto e tem dias (quase sempre) que coloco os fones de ouvido e nem me lembro que estou em um mundo com mais pessoas além de mim e os personagens. Geralmente um fone de ouvido resolve tudo.

A literatura já fez com que você passasse por algum momento engraçado ou curioso?

R: Já passei por diversos momentos com a literatura, desde antes de ser uma escritora mesmo, quando esboçava as primeiras linhas já passava por coisas com a literatura. Também já fui abordada por leitor que achava que tinha a doença do meu personagem (livro: Uma Canção de Amor, está na Amazon) e queria que eu fizesse o diagnóstico, o que era impossível porque tudo o que eu sabia da doença em questão eu tinha aprendido com pesquisas, estudo e uma prima que é da área. Também já passei perrengue e já briguei muito com gente que diz que literatura contemporânea não é literatura e todo aquele papo de utilidade versus prazer. Enfim, conversa para outro dia.

Sua família apoia sua carreira ou é do tipo que diz ” Você trabalha ou só escreve?”

R: Quando eu era adolescente e dizia que seria escritora ninguém me apoiava, era algo como: “Larga esses papéis e vai lavar a louça” até que minha mãe leu um dos meus contos e se apaixonou. Depois disso largou do meu pé. Hoje em dia tenho um apoio incrível. Minha mãe não está mais aqui, mas meu pai, minha tia, irmãos, primos, amigos e principalmente meu marido e filhos. Se não fosse meu esposo acho que nunca me jogaria na carreira como profissional, não apenas pelos livros que ele me incentivou a comprar para estudar, nem os concursos de contos que me exigiu que participasse, mas por ser aquele ouvido quando estou em crise com personagens e cenas, por ter sempre a paciência de ouvir as cenas e olha gente, tem dia que eu narro cada cena um zilhão de vezes, até sentir que tá perfeita. Então, sim, tenho um super apoio que me fortalece muito e não me deixa desistir .

Se seus personagens pudessem falar aos leitores sobre você, o que diriam?

R: “Prendam essa psicopata que ora mata todo mundo e ora ressuscita todo mundo”.

Você tem alguma mania ou ritual para escrever?

R: Bah, eu tenho um monte. Preciso de papel e caneta, roteiro da história, preciso de música, tem épocas que só escrevo em uma parte da casa, pareço aquelas pessoas com TOC, kkkkk toc literário.

Como a Graci de anos atrás, que iniciou os primeiros capítulos, de seu primeiro livro, veria a Graci de hoje em dia?

R: Como uma pessoa que está melhor do que era, mas que ainda tem um longo caminho pela frente e que ama ainda mais do que antes a literatura.

Você toma café ou chá enquanto mata os personagens favoritos dos leitores?

R: Eu tomo os dois. Adoro chás e sou louca por café, como não posso tomar tanto café quanto gostaria acabo revezando e tomo muita água também.

Por fim, diga sua frase favorita, seja de seu livro, de algum letreiro da estrada, ou placa de caminhão.

R: “Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo mas com tanta força que se petrifica e nenhuma força resgata” Carlos Drummond de Andrade.

 

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O Autor

Felipe Saraiça

Felipe Saraiça

Carioca, morador da zona oeste do Rio de janeiro, estudante jornalismo e autor dos livros "Palavras de rua" e "Para onde vão os suicidas?"

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