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Resenha – Mulheres guerreiras

A literatura é, muitas vezes, a voz de sua sociedade. Seja direta ou indiretamente, os livros têm o poder de transcrever e imortalizar histórias. E foi exatamente o que fez a escritora e jornalista Fátima Rosalina Castelo Branco em seu livro Mulheres guerreiras. Confira a sinopse:

 Mulheres Guerreiras são tantas. As que saem para trabalhar fora, as que ficam e cuidam dos filhos, as que estudam, as semianalfabetas, pois não tiveram tantas oportunidades, as cheias de filhos e as que não tem nenhum, mas dão tanto amor aos filhos do coração, seus ou não. As mães, as esposas, as filhas, as sogras, as noras, as cunhadas, as avós, as bisas, as irmãs e acima de tudo as irmãs-amigas. Senão de sangue, de consideração, apoio, carinho, apego e paixão. Não importa! Todos têm uma guerreira em sua vida! Quem é a sua?

Mulheres guerreiras, apesar do nome, não é um livro voltado somente para o público feminino. A história, segundo a própria autora, foi feita para todos aqueles que passam por momentos difíceis, sejam eles grandes ou pequenos, e os enfrentam como verdadeiros guerreiros.

Com 146 páginas, apesar de pequeno, tem conteúdo variado. Fátima, que é formada em jornalismo, soube narrar cada assunto de forma casual e tranquila, deixando o leitor com a sensação de que está tendo uma conversa agradável que, quando chega ao final, o deixa com a sensação de querer ouvir mais.

Escrito em homenagem a dona Guiomar – uma senhora que tinha 94 anos quando a história começou a ser escrita- Mulheres guerreiras mostra detalhes de sua vida, aventuras, e faz com que o leitor encontre muito de si ou de algum conhecido, em cada novo capítulo.

A simplicidade de dona Guiomar é algo encantador: Suas frases, suas fases e suas lutas. Cada nova conquista traz proximidade com essa senhora negra, mulher e descendente de escravos, que lutou contra o futuro pré-definido da época e conquistou seus sonhos.

“O tamanho de seu cansaço deve ser igual ao tamanho de seu sonho, viu?”
— Mulheres guerreiras

O livro é quase que biográfico, tendo em si histórias, tanto de dona Guiomar, quanto da própria autora. Li em apenas um dia e, ao fechar as páginas, senti uma espécie de saudade, como quem se despede de alguém mais cedo do que deveria.

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O Autor

Felipe Saraiça

Felipe Saraiça

Carioca, morador da zona oeste do Rio de janeiro, estudante jornalismo e autor dos livros "Palavras de rua" e "Para onde vão os suicidas?"

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